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DORIVAL

16 jan

Não há música mais bela

do que a que mora no remelexo

dos olhos de Caymmi.

15.1.19

 
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DOMINGO ANTES

12 jan

bater de asas acordo do sonho

que fui buscar na infância: um domingo de silêncios

na casa na rua na oficina mecânica defronte

missa matinê guaraná

deitado no frio ladrilho vermelho do alpendre

avencas e histórias de guerras saídas das Seleções

a claridade do Sol

um pardal

que se assusta com o calor ou com a quietude

o mundo inteiro dorme

eu desafio a Gestapo

desperto para sons aflitos – percebo

desapontado que não é um pássaro

(sequer um pássaro preso

tão familiar para mim que eu poderia libertar)

apenas o vento na parede

que faz tremular a folhinha cheia de hojes:

é a minha história que se debate

12.1.19
 
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PRETÉRITO IMPERFEITO

05 jan

era feliz:


(só o tempo que passou

permite esquecimento

e outras farsas tais)

30.12.18

 
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O SER SÓ

03 jan

poemas incomodam

o solilóquio do poema

no livro de poemas

de números cardeais

é quando

encoberto por outros

tira a força de um

filho único

o poema quer respirar

fugir

das palavras impressas

ser senão

asas que gritam

29.12.18

 
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DESENCANTO

03 jan

ela

ômega

eu

âmago

28.12.18

 
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ANO NOVO

03 jan

Para o ano novo quero ver

se sossego;

quero apenas versos mancos.

(que sempre nego)

Quero tudo que é o nada

que não me apego.

Quero o pessoal fazendo boas letras

e desinflando o ego

e  já aviso, se vier com lero-lero,

descarrego.

Quero o que me faz feliz,

não o que arrenego

e o desejo de felicidade para todos

em mais um ano que chega

em voo cego.

(Acho que é muito querer,

muito martelo pra pouco prego)

26.12.18


 
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METÁFORA

29 dez

as palavras na calçada

escorriam:

daí falei.

quando escrevi

as palavras engoliram a calçada.

27.12.18


 
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NOMINALISMO

18 dez

A derradeira palavra

sobre este século vinte e um

(desconfiado de ter vindo à furo)

ainda não existe;

algo como sob escombros,

fora do gozo,

que lateja mofos.

Um anjo de Milton decaído no mar da perplexidade.

Lágrimas secas

como  a palavra

que ainda não existe  nem na dúvida de que existirá.

13.12.18

 
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LISBOA

18 dez

Vou aos Fernando Pessoa

pelo Carris de Lisboa.

Não aos versos

que já (de)moram em mim

desde que fui filho

na capa surrada/marron

da Aguilar.

Vou ao ectoplasma

(de negro fato),

das pernas cruzadas embaixo da mesa

do Café Arcada.

Vou para a face

desconhecida da morte

renascida de uma arca

para assombrar seus irmãos

envoltos em negros véus

da penitência.

Vou respirar

este verso míope/pagão

que bradou ao seu povo – I will

por não ter como dizer

em delírios bêbados  – I am.

Vou a Lisboa

para encontrar Fernando Pessoa

viventes -  soltos no ar,

(almas que a tudo espreitam)

ou a qualquer parte do mundo

com a poesia posseira deles

no âmago de toda a gente.

9.12.18

 
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Reunião anual do Grupo de Leitura Dom Quixote

16 dez
16.12.18

16.12.18

 
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