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‘2005 - EM BUSCA DO VERSO’

mote na morte do haroldo

22 nov

um mundo a cada átomo num segundo
a cada mundo num átimo envelheço
no mundo que meço atomizado cada passo
no espaço que vergo strangeletizado o aço
das cinzas de um laço do recomeço

 

poemeto (sonoro)

22 nov

ao mago Hermeto Paschoal

o tudo toca
o nada canta
a toca toca
toca e canta
até o pato toca
e o mato canta

 

revigorizar

22 nov

re  vidar            re  tirar           re mover


tal e qual          o total              do mal

da fala                da sala             do sal

 

quatro

22 nov

a tarde a chuva a janela a vida
a vida da janela na chuva de tarde tarda a vida
na chuva da janela a janela da vida
na chuva de tarde a chuva na janela
da vida de tarde a vida é tarde
é janela a chuva é vida
a vida nasce a vida morre na tarde

enquanto isso lá fora a chuva e a tarde
se enamoram por um canto de jardim
cá a janela introduz na vida
como um novo amor: o olhar
por fim o olhar e o jardim
cumpliciam-se com a tristeza do ocaso
.

 

o dízimo

22 nov

a sacola passa

e ultrapassa

a massa


a seita cresce

e escurece

a messe


a plebe

submissa

purga omissa


a sacola cresce

e ultrapassa

a seita


e escurece

submissa a plebe

omissa


purga

a messe

e a missa

passa

.

 

sexo

19 nov
06.05.2004

06.05.2004

 

a corrente

07 nov
05.04.2004

05.04.2004

 

em busca do verso

07 nov

prenuncie a letra pronuncie o nome
a palavra profetize
arrume a rima reme
em rumo da não meta
a metáfora fora de uma cor
rente à corrente da vaga
que surge a grave que supre
a suprema forma do canto
qual santo acalanto
poetize
sempre
poetize
quando

 

poética 1

07 nov

mate não tema
anátema
da gema
mate não
aparte
arremate
o lema
mate não
clame
chame
o fonema
embate
o tema
poemate

 

poética 2

07 nov

me caço
sem laço
não me acho
nem em cima
nem na rima
nem em facho
me calo
no embalo
que quem fugiu
- vassalo -
e dormiu
quando ao sol surgiu
no gargalo
e ruiu
num pequeno e sutil
estalo
.