RSS
 

‘2016 - ESPIRAL’

10 jun
12.6.16

12.6.16

 
 

14.1.16

01 fev
o país
se espanta:

dinheiro
como fogos de artifício

no céu
anil de tanto artifício

real espanto
no país
que se agudiza
mas não exaure

enquanto
existir o até quando
ou a eternidade

dessa espiral

 
 

1.12.15

13 jan
quando não
se almeja
além da véspera

(última e pálida
visão de contentamento
no quando o mundo
viceja
vivo
como uma escada
a se descer)

abraça-se
de novo
o abandono

até o próximo grito
de um lápis

 
 

30.11.15

13 jan
meus versos
nascem do otium
incrustado
aos meus dias

minha liberdade
diz não
aos vorazes dentes mercantis

não paga tributo
a não ser
a mim mesmo
e à angústia
de cada hora

que não
é de volta
e meia

 
 

29.11.15

13 jan
em voo solo
jacto-me

em viver palpitando
versos
arteiros
e luzes de comprovação

minha poesia
atesta
antes de tudo

que vivo
simbioticamente

com o sonho

 
 

23.11.15

13 jan

Mario Sá-Carneiro

Mario Sá-Carneiro

uma borboleta
me sequestra


assume a majestade
de tela

apaga dos olhos
o redor

cinge a poesia
com o fícus

não longe alguma voz
e um verso
(sá-carneiro?)

mas logo
morto

o instante morna
a vida

 
 

24.11.15

13 jan
retrato do passado
(bigode
ou asas de morcego?)

fatos por detrás
da foto

a vida veio embora
trouxe-me

ficou lá
a dor cismada

hoje senão
senhora

 
 

22.11.15

13 jan
mudei pensamentos
arrependidos

preparei a bagagem
que levarei
aos sonhos

aguardei o chá
quente

esqueci de todas as horas
cansadas

fechei os olhos
dormi

nossa (melhor)
rota de fuga
é o amanhã

 
 

21.11.15

13 jan
pedras portuguesas
sem sombras

sob meus pés
um rasgo de jornal

(veio pelo vento impreciso)

leio
a palavra corrupção

que o vento
não leva
não lava

fosse um ciclone
também não


 
 

28.11.15

13 jan
ajusta
o silêncio
à tua
percepção

sintoniza
teus sentidos

e morre
por um minuto

nada em vida
supera
um renascimento