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‘2016 - ESPIRAL’

26.11.15

13 jan
chuva fria
breu de novembro

cantiga e mimo
sou eu o luar

viola e rede
sobras de vida

da noite nubla
o mundo

até que o sol
destoe
ou antes
(ah! pálpebras)

se o sono
pecar

 
 

23.11.15

13 jan
de tanto pensar
sobre o mundo

adormeci
(sob o mundo)

não era sono
nuvens campeando
apenas

do mundo nada
se pensa

do mundo leva-se
muitos mundos

dos besouros
das gentes cretinas
e dos nãos

 
 

17.12.15

13 jan
ela ( a vida)
proscreve quem se incomoda
com o lugar
que ela (a vida) reservou

pois ela  (a vida)
é dádiva
e se assim não se pode
exigir além

posto o regalo
ela (a vida)
apenas nos abarca
e espera pelo nosso respeito

(igualzinho a poesia)

 
 

16.12.15

13 jan
sinto meus amigos
como visões

farelos
de lembranças

(o verbo sentir foi e será
sempre
por força de expressão)

não somos mais
as fotos em preto e branco
do álbum
da estante da quarentena

com medo
que algum de nós fuja da caverna

por amor

 
 

19.11.15

13 jan

aquele beijo

sabes?


ficou na gaveta

na tua?


não me digas que escondeu

de ti mesma


pelo menos o sabor

perdido


no céu da boca

ou no vazio


da rodoviária

 
 

15.8.15

07 jan

Ao exterior nada pertence.

Aonde eu vou,

levo o mundo dentro de mim.

 
 

3.8.15

07 jan

manchas na calçada

como borra

de um café frio


bebido

em hora solitária


entram nos olhos

fazendo perguntas


se é um retrato

da alma

(pincelada do espírito)


ou a cidade

enfadou-se


de seus transeuntes?

 
 

3.8.15

07 jan

rima tola tola rima

vens ou ensimesmou-se?

 
 

27.6.15

07 jan
N`árvore,
a fruta amadurece
e cai.

O poeta amadurece
e sai
de dentro de si.

Sai do dentro do calabouço;
do eu esboço.

A poesia, seu fruto,
na palma da mão
de dedos menos duros.

Agora já pode sorrir
o sorriso que possui
os domadores  dos futuros.

 
 

4.5.15

07 jan

LÍNGUA VIVA

- bora tomar uma?
- aférese?
- ah, pode ser Skol mesmo.