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DIA DE CHUVA – NOTAS

21 nov

Um crítico de literatura, cujo não não nos ocorre no momento, assim definiu a poesia: “Sincera e perfeita transposição artística da substância essencial da criação”. À definição acrescentamos, à título de corolário, as modulações estéticas, de musicalidade e pictóricas, que plasmam no espírito do amador de poesia a ética veracíssima da angústia, porque a motivação do poeta tem raízes na sua angústia. “…pois quem está bem consigo e no seu canto, não pinta, não compõe, não escreve. Vive!” (Luiz Zanin Oriccio)

Vive ou não tem substância? A coragem consiste em ultrapassar a erudição e conquistar aquele trágico domínio da ação com expressões pessoais, sem que nada existe!

Ter a face clara a formar uma lembrança:

de um ser que realmente existiu


Para nós, DIA DE CHUVA, longe de ser um poliedro cristalizado, é um azougue lírico, inquieto e atrevido, que de algum modo procura abrir as janelas do Vaticano ao sol e à ventilação vivificante.

“A expressão é um tanto demasiado ampla quando demasiado restrita…para aquele que fala, corresponde em si mesmo…o ouvinte, que sempre metade em toda linguagem… as estende ou restringe segundo a intenção daquele que fala” (Eduardo Guimarães)


Tudo isso que escrevo não me dá o tom da dor


É óbvio, tratando-se de poesia verdadeira, basta a angústia, motivadora, ativa!


Apparício Lara Filho

Ribeirão Preto, 16-VI-2005


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“buscando formas

buscando versos

como os óculos, sem olhos.

Poemas sobre a mesa”


(Silvio Zanatta)

 

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