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hora perdida

21 nov

passo pela hora igual – não consigo desfiar a canalhice

da velhice da corrupção na minha poesia inimiga


que importa ao cidadão votado

senão que a consciência lhe diga

de manhã à noite

que ética é nunca ser derrotado


essa condição de que nunca há fadiga

nutrida pela pele do lobo pluridentado

protegido pela lei abissal do código superado

que nos enfronha nas mente como intriga


me torna fraco o acordo mutual


permito que essa ambição vocacional siga

enquanto entrelaçada numa rede nacional

minha cidadania me castiga


(mas será que não tenho nada melhor a fazer

do que versos sobre esse imperecível ritual?)


este Brasil é uma porta que me fecha

me desliga

02.02.2006

 

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