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VERSO DA NOITE

02 jul

Palavrar na noite
poupa o sequente desvio
da força candente
na essência do desvario.
Amotinar um ponto
que desfio
na hora-luz
(um quase conto)
o parto do cinza doentio.
Destoar o canto sombrio
que produz
o interior a faiscar.
A semente em estro do impudor que seduz.
Vai-se o atormentado raio de luar,
borbota em resnascer,
um delicado cio.

 

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