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3.9.15

07 jan

DYSTEMPORAL

morcegos rasam sobre espiralados ventos
ao lado de folhas que nascem de violinos & cellos
manietados por humanos bebedores de sangue
artificial –  notas extraídas em parcimônia
com o oboé refrescante mas de sons escuros
na frígida noite onde se ouve anthony cheung

o papel eletrônico custa a entender e a estender
palavras que não deveriam estar posto que bocas
escurecem a desejada luminosidade que o espírito
casto pede que se empreenda uma noite prenhe
de música/ silêncio > que se fechem  todos dicionários >
que se amortalhem quaisquer ruídos fora da surdez
que a primeira sensação provocada imantou

 

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