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VENDREDI, 13

03 jul
Vejo-te, sem graça, arrancar
um fio de cabelo indesejado.

Da janela do quarto assisto
um homem correr do sábado.

Um ônibus passa bem devagar
apinhado de histórias e sinais.

Acena-me, como mão náufraga,
envolto em pálido ladrilho
branco, um espelho enlutado.

Daí não ver o que meu rosto
traduz nesta manhã
em que a poesia das ruas,
dissolvida em notícias cruentas,
envergonhou-se do meu olhar.
 
 

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