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A CRIANÇA DE ALEPPO

12 set
a face da crueldade
tatuou meus olhos

bramem surdos por quês
nas tocas de pálpebras caídas

bombas respingam derazões
deixando nódoas nas cinzas

(o olhar da menina alagou
minha vida neste perdido 16)

um apócrifo poema de natal
retumba aquele rosto em choque

um não-choro erode o amanhã
 
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