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VENTO MEU

15 out
há um vento meu
que não sei se real
ou invento d’arte

já veio como tufão
em verso de brisa leve
já secou roupa molhada
derrubou porta fechada
já confortou meu rosto
levou meu chapéu
trouxe areia pros olhos
poesia nos cabelos dela

não sei se é um vento d’arte
ou um invento meu
só sei que tem faces:

uma me carrega a calma
outra me traz castidade
às vezes eriça meus pelos
liberta demônios rapaces
que assoviam nos sentidos
tem o canto a anunciação
que embala as palmeiras
um vento sim, que inventa
a voga na nota na flauta doce
(podia me levar para o mar)

há um vento todo meu
real ou invento d’arte
de olho nas minhas cinzas
 
 

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