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6.5.18

08 mai

UM DIA

Desejo ao dia a florada de espantos.

Seu bojo cheio de ocultas aventuras

que encham olhos e triturem calmarias.

Que sucumba a forma que a rosa traz

e exale camaleões pela nova jornada.

Que a lembrança do último amante

desapareça com trégua da zombaria

de ter marcado o calendário já morto.

Este dia há de respirar por si só.

Sem fotos que represe o tempo

nem cicatrizes tatuadas no vácuo

que o que passa tende a bailar

naquilo que preenche a memória.

Um dia em que o Sol nem apareça

e sua presença seja marcada como

a mais esquecida das ausências.

Um dia totalmente de vida farta

sem a execução de nenhum sonho

nem a contemplação dos mitos.

Um dia a marcar pele, alma e verso.


 
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