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MOVIMENTO

31 mai


O corpo move-se nos sulcos do tempo

como carro de boi nos sertões dos livros.

Mesmo parado, ebole em  si mesmo.

Transforma-se a segundos imperceptíveis.

No que não se escuta no alarido

do silêncio. O corpo fina-se a olhos cegos,

sem o instinto da escuridão. Esvai-se

como um sono bom. Dita o compasso da vida.

É o corpo que não pára, não o tempo.

O tempo pára quando o corpo quiser.


30.5.18

 
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