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AS CAVERNAS

28 jun

Nas redes sociais, o ódio

sente-se à vontade

como fossem sua varanda,

seu pier, seu travesseiro,

socos na porta reprimidos,

orgasmo, alimento, artérias

com sorrisos que engraçam

e colorem tais gifs raivosos.

Tudo envolto com a razão

oca, nascida no abstrato

que busca como radares

restos de sensatez e pudores

que ainda existem nas gentes

que começam a sonhar

de vez em se aninharem

cada qual em sua caverna.

Nas redes sociais, o ódio

é o Uriah Heep de Dickens.

Atira dardos na alegria

e defeca sobre o amor.

25.6.18

 
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Adicionado em - POEMAS

 

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