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14 set

Dois amigos amam a lua.

Outros dois são tão solares.

Mais de um se avermelham

com a face toda no azul.

E enquanto eles diferem

eu me tranco num baú

sentindo que meus anos de vida

pesam e se espalham em mim

mais que as folhas deste outono.

Atravesso cordilheiras

com a mochila abarrotada

de consertos impossíveis.

Na memória como um campo

após a queimada, chamas

teimam em não me permitir

escuridões ou esquecimentos.

Dói-me a constatar

de que meu tempo é sempre.

14.9.18

 
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Adicionado em - POEMAS

 

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