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DIRETO DE UM DIA COMUM

06 out

No caminho há pausas

para o cavalo alado

que pasta na mente

e nos sonhos. Mesmo

que sejam despojos,

insistem  em perolarem

dentro da perplexidade

do frágil permanecer.

Do roto espanto – a vida

a estocar frutos e sinais

de que à tudo resiste

se há algo que se ame.

Como a cola nas patas

do inseto sobre o chão

que exempla a luta vã

mas necessária ao dia

em que foi de Sol, cães,

pessoas sem olhos,

fúrias  e ancoragens

até o íntimo ocaso,

de bares e colcheias,

(a utopia do entardecer)

a partejar a incerteza

de que ainda estamos

no baile que um sultão,

doido de tantos desejos,

promove à sua roda

e nos intima a dançar.

28.9.18


 
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