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LISBOA

18 dez

Vou aos Fernando Pessoa

pelo Carris de Lisboa.

Não aos versos

que já (de)moram em mim

desde que fui filho

na capa surrada/marron

da Aguilar.

Vou ao ectoplasma

(de negro fato),

das pernas cruzadas embaixo da mesa

do Café Arcada.

Vou para a face

desconhecida da morte

renascida de uma arca

para assombrar seus irmãos

envoltos em negros véus

da penitência.

Vou respirar

este verso míope/pagão

que bradou ao seu povo – I will

por não ter como dizer

em delírios bêbados  – I am.

Vou a Lisboa

para encontrar Fernando Pessoa

viventes -  soltos no ar,

(almas que a tudo espreitam)

ou a qualquer parte do mundo

com a poesia posseira deles

no âmago de toda a gente.

9.12.18

 
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