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03 abr

Somos censores naturais.

Cabeças com seis décadas

de lembranças,

pinçamos as não amargas,

as palatáveis: cerejas

da memória.

As sobras sofrem cortes

bruscos com a tesoura

do tempo a piratear dentro de nós.

Os fatos nos convivem

como cartas náufragas ao léu

no emaranhado de dias vividos.

Somos os naturais censores

de nós mesmos – torturados.

8.10.15

 

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