RSS
 

O MOVIMENTO DA ARANHA

11 nov

O bar, sem afagos.
Sentados à mesa, os três.
Um homem sem olhar,
uma canção
e revolta, tácita, soberana dos dois,
a solidão.

De homem a retrato.
Acinético, ensaia respostas às dúvidas.
Em vão.

A canção, gitana, malquista,
de notas decaídas,
traça linhas entre paredes sem saídas.

E a solidão obedece
seu santificado de deserto,
ao permitir da aranha a lentidão,
posta em único cenário movente,
quase desafio.

E estanca vidas outrora inteiras
num copo vazio.
.

 

Tags:

Deixe um comentário