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26.4.18

28 abr

a palavra titica

saiu de dentro do passarinho

e virou signo

(esse montinho de merda)

 
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14.4.18

26 abr

OS SINAIS

Quando dobrei a esquina

não percebi os sinais de

que o meio da rua deveria

ser o jorro de minha vida.

Quando subi na calçada

por mais que tentasse

num chamamento venturoso

o meio-fio nem notei.

Sou muito mais considerado

do que considero-me;

retribuo sorrisos à larga

mas fico sério nos espelhos.

Só a palavra me redime:

(tanto fora quanto dentro)

ganho beijos por elas,

gozo em suas nuances.

De resto, aguardo cores

pela janela sempre aberta

como  ordens universais,

pulverizadas  por sonhos.


 
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NO TÚNEL DA NOITE

26 abr

Dois versos colaços

olham entre si

e arfam em tristeza

boêmia, num calor

íntimo que arde

qualquer lembrança

sem vida, daquelas

em défice de fogo.

Alguns atos hoje

perdidos nas marés

dos não-feitos, doídos

de escrupulosas

inações. Nada se

justificam, apenas

velam fatos perdidos,

círios desbotados.

Tentam, no túnel

da noite, no dístico

da redenção, serem

novamente palavras

apenas. Vocábulos

sem a revestida

subjetividade

fugaz do poeta.


13.3.18

 
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Adicionado em - POEMAS

 

15 out
Lançamento em 3.6.2017, na Biblioteca Padre Euclides, Ribeirão Preto-SP

Lançamento em 3.6.2017, na Biblioteca Padre Euclides, Ribeirão Preto-SP

 
 

15 out

Slide2

 
 

15 out
Para Lucas, Vítor e Theo.




Je ne sais où je suis venu
et où je me inquiète.
Je vis entre la logique et la folie.
Par consequènt, poète.
A.R.






Agradecimentos a Nara Rossetti, pela força.
 
 

15 out
“pra todos ouvirem minha voz
mesmo longe”

O CANTADOR
Dori Caymmi e Nelson Mota




“Se um poeta é dispor de uma voz,
não de um sotaque, nem mesmo de um timbre…

E ser poeta é reunir inúmeras vozes, é deixar-se identificar pela pluralidade vocal,  pela multiplicidade somática, pelo repertório variado de imagens e signos, de conceitos protegidos acusticamente.”

A POESIA EM AÇÃO
Eduardo Portella
 
 

15 out

CAPÍTULOS VOZ 1

 
 

VENTO MEU

15 out
há um vento meu
que não sei se real
ou invento d’arte

já veio como tufão
em verso de brisa leve
já secou roupa molhada
derrubou porta fechada
já confortou meu rosto
levou meu chapéu
trouxe areia pros olhos
poesia nos cabelos dela

não sei se é um vento d’arte
ou um invento meu
só sei que tem faces:

uma me carrega a calma
outra me traz castidade
às vezes eriça meus pelos
liberta demônios rapaces
que assoviam nos sentidos
tem o canto a anunciação
que embala as palmeiras
um vento sim, que inventa
a voga na nota na flauta doce
(podia me levar para o mar)

há um vento todo meu
real ou invento d’arte
de olho nas minhas cinzas
 
 

CENAS & CAOS

15 out
Tenho um roseiral cheiroso
na minha cabeça.
Meu coração confuso
traça ritmos desgovernados
e o roseiral, pobre de ação,
sucumbe ao tremor da tarde;

eterna a luta dos pássaros
que em mim comem sobras
e só voam quando o inverno
vem aonde pouco se espera.

Tenho um roseiral tenebroso
quando fujo das esquinas.
Meu coração só desperta
se trago versos lacônicos
e o roseiral, rico de fel,
ressurge ao lamber dos lábios;

eterno o passar de intenções
que em mim brotam armadilhas
que nunca voam no estio
nem nas madrugadas úmidas.


tenho um roseiral acintoso
quando bato em retirada.
Meu coração cansa sempre
antes que eu diga a palavra
guardada desde a primeira
máscara que nem lembro mais;

terna a ambição de viver
que em mim perdura
que nunca saiu de dentro
da sombra de outra sombra.

Tenho um roseiral cheio
de rosas vermelhas
mas não colho nunca
e o tempo se encarrega
de trazer o mofo pelo vento.
 
 
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