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Lançamento de MANHÃS DE INVERNO de Fernando Munhoz

12 mai
10.5.2018

10.5.2018

 
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5.5.18

09 mai

No mercado a inferno aberto, vendem-se de tudo: grandes lotes de ódio, anunciados como suculentos e frescos, cachos de nãos radicais e sangrentos, opiniões doridas em pó ou drágeas, além dos artigos de luxo, como os pudores (em caríssima embalagem, cheirando a Chanel 5 falsificado), pilhas de cala a boca em pontas de gôndolas adornadas de festa da época. A sensatez só se compra a ouro, e está em falta. Concursos pululam, mas poucas pessoas ganham prêmios, que se acumulam em velhos baús de veracidade duvidosa, como aquele que paga muito bem a quem responder a chamada charada da noite eterna: o que o homem fez do homem ou com o homem. Por benevolência, aceita-se ambas.

 
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6.5.18

08 mai

UM DIA

Desejo ao dia a florada de espantos.

Seu bojo cheio de ocultas aventuras

que encham olhos e triturem calmarias.

Que sucumba a forma que a rosa traz

e exale camaleões pela nova jornada.

Que a lembrança do último amante

desapareça com trégua da zombaria

de ter marcado o calendário já morto.

Este dia há de respirar por si só.

Sem fotos que represe o tempo

nem cicatrizes tatuadas no vácuo

que o que passa tende a bailar

naquilo que preenche a memória.

Um dia em que o Sol nem apareça

e sua presença seja marcada como

a mais esquecida das ausências.

Um dia totalmente de vida farta

sem a execução de nenhum sonho

nem a contemplação dos mitos.

Um dia a marcar pele, alma e verso.


 
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3.5.18

04 mai

TARDE MORNA


Porque estou bem a pena não arde.

O sorriso jacta sombra à angústia.

Não há retorno de onde não se foi.

Porque estou bem e a tarde reluz.

Olhos abertos se saúdam e sorriem

enquanto as palavras hibernam.


 
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Bilhete do amigo fraterno Amaury Faria, numa noite de bebedeira há 48 anos atrás. Saudades.

01 mai
30.8.1970

30.8.1970

 
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27.4.18

30 abr

CLARA REBELDIA


Do que escrevo (que é um nada)

nem  me sirvo nem me arranjo.

O que escrevi (que parece muito)

repassa e repensa meus dias.

Fosse a vida busca de riqueza

meus versos não existiriam

mas pelo acordo com o destino

fiz-me perdido em meus dias.

A cada palavra um túnel à cela

onde nem entrei nem saí de todo.

Quem o  usou foi o ar de respiro

que plantou a fuga de meus dias.

Meus versos hoje olham para trás

numa clara rebeldia ao tempo.

Defenestram o paladar ao moderno.

Mas a vida grita avante aos meus dias

até que neste outono descortinado

(da luta contra a teia) que congela,

aponte um fim ao propósito de arte

como peso de papel em meus dias.

Faço como os velhos que jogam

sobre a mesa perto de seus cais

toda a vida em pedras de dominó

e encaixam números em meus dias.

Foge-me a pena ao pé da rima.

Foge e acena antes de expor-me

ao deserto branco ontem cantado

como último adorno em meus dias.

Escreverei ainda uma canção de dor

onde celebrarei vocábulos difusos

como o país que tomo assento

no arrastar de chinelos destes dias.

26.4.18

 
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Lançamento GUERREIRA DE CÁRCERES DE ALMAS, de Luzia Madalena Granato.

30 abr
27.04.2018

27.04.2018

 
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Lançamento POEMAS EM CALEIDOISCÓPIO – Nely Cyrino de Mello

30 abr
12.042018

12.042018

 
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Campo de batalha – Manassas, MD

30 abr
14.2.2018

14.2.2018

 
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26.4.18

28 abr

a palavra titica

saiu de dentro do passarinho

e virou signo

(esse montinho de merda)

 
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