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HAICAI

03 jul

Deitado na grama;

pés formam um grande V.

Entr’eles, a lua.

23.6.17

 
 

Com Núbia, Tereza e Vera.

30 jun
3.6.17

3.6.17

 
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Arte by Ale Carolo

24 jun
3.6.17

3.6.17

 
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Lançamento de VOZ – Biblioteca Padre Euclides

24 jun
3.6.17

3.6.17

 
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FOBOFOBIA

21 mai

Ao Guto


três pessoas passam:
cruzam
trocam caminhos com meu temor

três pessoas passando ao redor:
instintos babilônicos
decretam-se em sustos
entrelaços
- pés em redes flutuam
no átimo da calçada e pavor

três pessoas no espaço e no tempo:
sorvedouro de pedaços de vida
instante do olhar encriptado
síntese de mordaça
o anonadado

três pessoas passaram e deixaram sem saber
como um prelúdio de morte um rastro de asfixia

três pessoas ao longe:
soçobram raios de sol inférteis
pequenos tremores de aguardo
pela nova estação

 
 

ESTAMPA DA PRESSA

21 mai
1.
o tempo  hoje farfalha
sobre rodas que nem o chão tocam
nossas mãos não mais se sujam
ao som de facas cortando laços
nem a resposta da dúvida acelera
por não ter a dúvida a prosa
por não ter nem mais a rosa
senão a rosa da tela sob comando
de pequenos botões ocultos
no acende/apaga que não é mais vagalume
não é mais Morse
não é mais relutância de bêbado
nem um disco voador sobre o teto
nem um verso do poeta em azedume
o que não foi
não será
não importa
visto que tudo é presa fácil
para a  vasta civilização
que precisa se preocupar em ser
de dentro do próprio tempo
este tempo sem volta
necessitando ser reconhecível

2.
não há mais espaços vazios
dentro dos tempos vazios
a que assistimos passar
não há folha que cai
não há um sorriso de retaguarda:
só um caminhar frontal
incessante
cego
impaciente.
conversas ceifadas e encontros
memoriais não há mais
nem tempo de solidificar
imagens de calendários
não há calendários nem parede
em todos os olhares
apenas a estampa da pressa
como desespero de junkie
volúpia de poder
falta de ar que implorauma janela aberta

não há como sequer apalpar
o que se incrustou de vez
neste desorientado alípede
que um dia
não remoto,
chamávamos de agora

tudo virou amanhã neste planeta.

 
 

REVOLVER

21 mai
(da crônica da Ely)
o ciclo fechado
tenta
fustiga
soluça por um novo horizonte
a decisão chora
sobre a lâmina
abrir esta porta
é despactuar
com o destino
que corta fundo
a possibilidade da linha reta
entre tempos desiguais
 
 

GALHOS SECOS

21 mai
a poesia se desmancha nas barbas negras
do Estado Islâmico
o verso não resiste à degola da ausência lírica
na obsolescência de um estado onírico

tudo se torma pasmo
bárbaro
destruidor

uma estrofe nasce feito punhal
malévolo
insensato
tonel fechado com sete demônios

a ira divina abatando feito foice num Ocidente
de dentes arreganhados
lábios ressecados
gargantas aprisionadas
gritos mudos em pânico

homens que não são homens
galhos secos apenas

frutos descompostos
podres adubos
 
 

Com D. Vera Gaitani, Fernanda Junqueira e Max Wagner.

21 mai
13.5.17

13.5.17

 
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O HORROR

16 mai
a degola do Conde D’Eu
a degola da Ilha do Desterro
a degola de Canudos
a degola em nossa imaginação
a degola do Isis

a degola como imagem tácita do horror
degola nossas retinas e compreensão

 
 
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