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SORRISOS SEM LEMBRANÇAS

16 mai
na Síria
dias moídos
homens considerados repolhos
as mulheres e crianças
(femininas que são)
couves-flores
caem do caminhão nas estradas

na Síria
dias tarados
a imbecilidade campeia
amorfa e decidida
na cabeça dos homens
que um dia nasceram
sob sorrisos sem lembranças
sob a maternidade incrédula
sob a memória disfarçada
sob um sol de um país multado
transformado em depósito de legumes podres
e
futuro de sepulcro

na Síria
dos dias inférteis
existe um país a se exumar

 
 

Com Semíramis Paterno

08 mai
6.5.17

6.5.17

 
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Com Loureiro Jr. e Lauro Moreira

01 mai
6.4.17

6.4.17

 
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Adicionado em FOTOS

 

Com Marlene Cerviglieri

01 mai
Abril de 2017

Abril de 2017

 
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Adicionado em FOTOS

 

Com Marco Zeri Ferreira

01 mai
6.4.17

6.4.17

 
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Adicionado em FOTOS

 

PIT BULL IDEOLÓGICO

01 mai
aquele cão
não
uiva em cerimônias
de luar

aquele cão
não
deixa marcas de urina
mas é uma usinas
de marcas

aquele cão
não
dá a pata
da a data
para você viver
ou morrer

aquele cão tem poder
de foder

lhe dar ração
e fazer você comer
 
 

27 mar

Slide1

 
 

DESACOMPANHADO

27 mar
Afastem o poema de Philip Glass.
Afastem o poema de Renoir.
Afastem-no de Cartier-Bresson.
Eles têm em seus bolsões e cavernas
sua própria poesia.
Livrem o poema daquele piano
que infecta a palavra escolhida
como a filha herdeira,
como a pepita antes encravada
nas profundezas de seu âmago,
como a gota de orvalho
que matou sua sede na última madrugada,
como o seu melhor orgasmo.
Dê ao poema apenas o branco do papel
onde brilhará como a vida lhe requer.
Dê ao poema apenas o branco do papel
onde brilhará como a vida lhe requer.
Dê ao poema a solidão desejada,
de onde ele compartilhe sua beleza nua,
sua força lapidada a duras escolhas,
seu partejar catártico,
seu painel de adjetivos e vírgulas recusados,
seu recado às involuções do mundo.
Seu papel no mundo.
O seu mundo. Deixem o poema
transpor seu dialeto a que foi finalizado.
Deixem-no respirar. Em paz.
Só assim a poesia o cavalgará
por campos da sutileza das palavras ecoadas.
Ou de seu sagrado silêncio.
 
 

LIÇÃO DE POESIA

25 mar
Ando bêbado de Mario de Andrade.
Matando saudade da língua portuguesa,
flano por uma São Paulo
cujo tempo, estático,
fixa seu porvir apenas na aurora.
Nâo há minutos, dias ou tardes:
apenas versos escorrem
pelo Tietê. Inundado de Brasil
 
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Adicionado em 2017 - VOZ

 

POEMA RABUGENTO

25 mar
musicar um poema
é desmusicar um poema

como um prêt-a-porter
no Davi de Michelângelo
 
 
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