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ALHEIO

07 ago

Sinto que minha história escapou-me entre os dedos.
Como se morasse no quarto ao lado.
Uma nau, embora sem estar à deriva,
chegou a ancoradouros estranhos,
seguindo rotas absurdas.
Uma espécie de inexistência vivida
entre um mundo perfeitamente justificado
e não aceito
a um mundo desconhecido,
que se perpetuou inerte
como uma visão,
embora presente o tempo todo.
Assisti da janela a vida passar pela rua.
E não atendi aos milhares de aceno.
Não segui o comboio por medo das esquinas.
Preferi ficar varrendo o chão,
sem sentir onde seria o chão,
sem amalgar para mim um chão.
Hoje, percebo quase toda minha vida em parêntesis,
com tempos confinados entre eles.
Os que estão fora são pequenas luzes de presépio,
pequenos poemas que me doam sorrisos,
momentos acariciados.
Tudo isto faz com que minha existência
seja de pouco anos, forjadas em palavras.
O que se mostra na face são frascos fechados,
expostos em móveis frágeis, esmoídos
por dias passados em continentes distantes,
ou pequenas ilhas sobre o oceano
de águas agitadas e turvas.
O que se mostra não sei mais o que é.
Dentro de mim, mas desconhecido.
O ser que é alheio a si próprio.
Por vezes sono, em outras fel.


15.01.2004

 

01 ago
2009 -Na Biblioteca Padre Euclides, com Henrique e Carlos.

2009 -Na Biblioteca Padre Euclides, com Henrique e Carlos.

 
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01 ago

Slide1

Feira do Livro 2009 – No Pinguim, com Luiz Melodia.

 
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01 ago
No Pinguim, com Rose, José Aparecido e Paulo.

No Pinguim, com Rose, José Aparecido e Paulo.

 
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01 ago
Sarau de Poesia no Moura Lacerda

Sarau de Poesia no Moura Lacerda

 
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01 ago
Feira do Livro 2009 - Com Saulo Gomes.

Feira do Livro 2009 - Com Saulo Gomes.

 
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ETERNA PAISAGEM II

30 jul

Me dói este país de sonho imperfeito.

Ao que dói corpo, alma e sombra.

Me dói sem jeito

quando estampa uma só cara

em cada marcha de um só passo.

Passo que não se prepara,

apenas pulsa sem tino o rarefeito.

Me dói e cansa a eterna tela já seca.

Esfinge e defeito:

não responde nem respira

apenas o sempre futuro desfeito.

Como  terra mãe, sono perene;

braços cruzados no parapeito

do viés do cabal esboço.

A dor de sempre estar no fundo.

A dor de sempre ser poço.

13.7.10

 

03.05.2010 – Evandro Navarro

27 jul
3.5.2010 - 107° Aniversário de Biblioteca Padre Euclides - Evandro Navarro lendo o poema CONFISSÃO, do Colheita dos Ventos.

3.5.2010 - 107° Aniversário de Biblioteca Padre Euclides - Evandro Navarro lendo o poema CONFISSÃO, do Colheita dos Ventos.

 
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POEMETO 59

17 jul

rasa é a vida

na rua
no ralo da calçada
no rasgo da lua
enquanto Deus sem alarde
arde
fundo no fundo
- não pesa
e nem flutua

(17/7/2010)



 

ENDEREÇO – Evandro Navarro

14 jul

Endereço (clicar)

Música de Evandro Navarro sobre o poema ENDEREÇO.

 
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