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Posts Tagged ‘Amor’

5.12.15

13 jan
nestes lençóis alvoroçados
brilha ar cativo
além da cor da ausência
todas as sensações estão no olhar
porta de entrada da falta do teu cheiro
na tua noite e do labirinto
desta tua lembrança (quase retrato)
amargamente doce
 
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Adicionado em - POEMAS

 

19.11.15

13 jan

aquele beijo

sabes?


ficou na gaveta

na tua?


não me digas que escondeu

de ti mesma


pelo menos o sabor

perdido


no céu da boca

ou no vazio


da rodoviária

 
 

12.

01 jul

Na noite, procuro o sono.
Olhos cinza, flor do mal,
abandono.
Mas, ao sentir que estás aqui,
dissolvo-me inteiro dentro do quarto,
me emociono.
Aí, tu me transformas em chuva leve,
como folhas de outono.

 
 

13.

01 jul

Um pássaro triste
na janela logo cedo;

penso em você
e morro de medo.

Outrora apenas sorriria;
pudera, eu era rochedo.

Mas, agora, escravo que sou,
sofro em segredo.

 

11.

01 jul

Névoas no sentimento
quando a noite já vai alta.

Procuro lembrar tempos
em que sorria com você
e não havia esta dor que me salta.

Como não querendo entender
que descaminhos existem,
não tenho outra saída
senão pedir-lhe perdão
por sentir tanto sua falta.

 

10.

01 jul

naquela árvore
dança a folha

quem ama não deve
deixar que a colha

mas se for um coração,
afague, recolha

 

16.

01 jul

da tempestade, dizem,
nasce a bonança

do amor que se vai,
nasce a lembrança

e o amor que há de vir
trará a esperança

 

3.

01 jul

Quando penso em ti,
lembro a figura de um pássaro azul,
celebrando a vida com seu gorgeio.

E assim, voas e me carregas junto.
Vamos até a mais alta montanha,
entre escarpas perigosas,
e me tiras qualquer receio.

E percebo a verdade única,
que teu olhar de silêncio
murmura: que o teu amor
é o meu esteio.

Depois, pousas em meu colo
e me tocas levemente,
e o mundo se aninha como criança
na doçura do teu seio.

 

6

01 jul

Se te peço que venhas,
não fiques no inverno.
Chegue até meu jardim
e vejas minhas mãos
pedir-te flores.

Se te peço que venhas,
não desejes a noite,
imagine minha dor,
filha pródiga,
esperar-te o pouso.

Se te peço que venhas,
não ponhas roupa nova.
Espero na sanha do dia,
fuga de sonhos,
ver-te inteira.

Se te peço que venhas,
não roubes a rosa.
Deixe que eu te perfume
na saia da madrugada
quando chegares.

Se te peço que venhas,
não digas nada.
Deixe meus versos
receber-te, cálida,
funda e serena.

Se te peço que venhas,
deixo-me por um instante.
Só voltarei a existir
quando aqui estiveres.
Linda e bem-vinda.

 

15

01 jul

sobre você no porta-retrato,
pousa um besouro

não sei, inseguro que sou,
se é bom ou mal agouro

o instinto de apego bate forte
quando percebo que posso
perder meu maior tesouro