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VERSO DA NOITE

02 jul

Palavrar na noite
poupa o sequente desvio
da força candente
na essência do desvario.
Amotinar um ponto
que desfio
na hora-luz
(um quase conto)
o parto do cinza doentio.
Destoar o canto sombrio
que produz
o interior a faiscar.
A semente em estro do impudor que seduz.
Vai-se o atormentado raio de luar,
borbota em resnascer,
um delicado cio.

 

9

01 jul

Teu olhar entra em mim
e tomas posse do meu dia.
Como um beija-flor
buscas a vida
no meu resto de alegria,
que reparto na noite ninfa
com a tua fotografia.

 

NA NOITE

01 jul

Na noite,
o beijo é mais demorado,
máscaras coloridas, vivas, tênues.

Na noite,
os corpos são iluminados.
Olhos de gato e águia, ternos.

Na noite,
os pecados são imperdoáveis
solidão muda, doce, mais bela.

Na noite,
os becos tornam-se mais claros;
multidão estranha, silenciosa,
eternidade de atos impuros.

Na noite,
a vida é como um raio.
Não de luar,
um raio de cores insanas, atávicas.

Um raio doído.
Um raio de amor.