A passarela dos pobres é longa – uma cobra –

se diz procurando imagem e seu agon:

carros passam – adentram pela sua cloaca,

sem compromisso de horas e licenças.

 

Repito vezes sozinho o verso da tortura sem vingança

– tripudia a (s)chibata do insano –

ao desejado ouvidor que já morreu há anos.

 

O mundo perdeu todos os cheiros reais.

Sobraram novas narrativas e disrupções.

 Abrasamentos quebram a monotonia da neve;

penas fingidas nas notas pretas do piano findam contudo.

Apetência às sobras em horas de sino sem sino mais.

 

Um poema nasce no aipede e rasga a noite

marca barbante.

 

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