a poesia de trivela
a poesia fantasia/cromossomo
o
poema cinema
ou como
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– VER O MENINO – FONE DE OUVIDO
no ouvido
ou no cachimbo de crack como novo capitão de areia
sem a areia
na selva pedra lixo que perpetua
e escanteia
(o amor bendiz o casal
feliz
nas compras do desaviso apego
não-compras
de coisa materiais
querem o rótulo o selo da marca a moda
desde os ancestrais)
pelo ouvido do menino o que adentra? senão o nada
mas posto em qualquer parada
salve salve escambaus
mas pelos olhos todos os políticos clowns
pelo ouvido do menino apenas o que desola
desfazer o quê na escola
?
Ah! apenas comer merenda
(ainda temos prenda)
o fast afasta a poesia de debaixo da janela
o fast traz a poesia ao deboche da trivela
atentai a todas  as tentações
ressurgi
a hora que der todos os corações
no ouvido do menino o fone
autista e desolador
nesta manhã do 21
grampeai no mundo todas as ligações
no ouvido do menino
um pedido
de fome de amor
:diz que acordou tarde
e agora arde
nesta manhã de 21

POESIA DE TRIVELA