Vontade de ficar invisível daqui para diante.
Aparecer ao mundo como uma folha de papel
com uns rabiscos e versos saltitantes.
Apenas a poesia à luz.
Eu, sombra e paletó velho no guarda-roupas.
Tranquilo com sobressaltos esparsos,
quando há um abrir de porta
para que se guarde algo em meus bolsos.

Um diabo no pé da minha orelha fica me dizendo
que vou precisar de naftalina
e estraga meu sonho outonal.
Preciso aprimorar minhas metáforas.

11.4.15

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