O homem se desconhece.
Para viver, se inventa
dando sentido ao fumoso
mistério que o alimenta.

Cinge-se de um escudo
da falsa luz sem sentido
que o ofusca e o fanatiza
ao comer pão reprimido.

Como se não existisse,
ao rigor do coração,
traça linhas tortuosas
e vive como ficção.


10.06.2010


DESCONHECIDO

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