No meio-fio, um pequeno e lindo  passarinho marrom,

não levanta voo  pela minha chegada.

Seu nome é natureza, advinho.

 

Fico imóvel para que não se quebre nosso laço de confiança.

Seus olhinhos fixos  em mim  projetam-me algo

maior, que por defeito de ser humano,

dou o nome de alegria comungada.

 

Neste  momento único  e diáfano, percebo

que todo o meu corpo se harmoniza.

Sigo meu caminho

e meu amigo de olhar crístico 

volta a procurar seu alimento.

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2.2.22