OS SAPOS


Vi quando o sapo saiu da floresta em frente. Vi o outro saindo também. Deduzi o casal. Atravessaram o asfalto molhado e pararam defronte a garagem do vizinho. Pensei tragédia. A fêmea poderia estar prenha. Com uma vassoura gentil, encaminhei os sapos de volta à floresta. Pensei que ele pudessem me convidar para as águas que se ouvia. Mas chegou o carro do vizinho:

– “Varrendo a rua, poeta?”

Pensei nas bocas dos dois sapos. Tinham sorrisos amarelos.

23.8.16

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