canto sereno que iço de uma prateleira da loja de armas
e pesca e umas ferramentas menos mortais uns dedais
canto viajado kms de sentimentos e bloqueios (tentados
e inúteis) surgem na esperança de fruição ó deuses espero
canto engendrado em artigos das seleções & daniel dafoe
desordem em visão calafetada destes ágoras censores
inimigos fálicos da poesia de alteamento dos ressurgidos
na vã e inócua tentativa de imaginar o que já foi calçada

pés descalços rádio direito trincado e a Giulia Gentil
facilitada pela mão esquerda em clave de sol a sinistra
enfim a vida cheia de Rubinho enrico bira e Wladimir
como uma grande tela cortina abrindo ao moendo café
canto e diretos ponto de luz da memória que acende
quando se toma por tino um alerta aos poucos desvanecendo
e se apresentando como um poema acabado um filho um neto
daí embora assombro vem e justifica o sereno do primeiro verso

canto de canto
canto de soslaio
agasalho d´alma
versos relicários

enquanto a igreja e as tias desarmavam nossa liberdade, lobato
passava batido com Darwin na história do mundo para crianças

meninos sempre:
“vede a luz!”

27.3.15
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