a crônica social ocupa os pátios da arte
(quem escreve morre de fome – ouro
aos fotógrafos)
sorrisos e vinho branco versejam acesos
crachás dourados (outra vez?) desconhecem Bocage
mas compõem sonetos em meio ao conforto

sincero de não-percepção do como fazer
assim atrevido como nasci – tasco
poundianamente my rasting:

POETA é quem tem respeito ao que faz – lê poesia
POETA DA AUTO ILUSÃO é quem não sabe o que faz – não lê poesia
POETA MOUCO é quem sabe que não sabe mas faz algo que não é
mas quer porque quer que seja – diz que lê mas não há evidências
POETA DO EGO INFLADO tem respeito ao que faz – lê poesia
mas não tem respeito
pelo que os outros fazem

falta tinta à pena
falta ter pena
falta a voz que condena

só não faltam
faltas

28.3.15
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