A crônica social ocupa os pátios da arte.

(quem escreve morre de fome – ouro aos fotógrafos)

Abraços e vinho branco versejam acesos.

Sorrisos desconhecem Bocage

e compõem sonetos em meio ao conforto

sincero de não-percepção do vazio de letras.

 

Assim atrevido como nasci – tasco

poundianamente my rasting:

 

POETA é quem tem respeito ao que faz – lê poesia.

                                

POETA DA AUTO-ILUSÃO é quem não sabe o que faz –

não lê poesia.

 

POETA MOUCO é quem sabe que não sabe, mas faz algo que não é.

Mas quer porque quer que seja – o da contrafação.

Diz que lê, mas não há evidências.

 

POETA DO EGO INFLADO tem respeito ao que faz – lê poesia.

Mas não tem respeito pelo que os outros fazem.

 

Falta tinta à pena.

 Falta ter pena.

  Falta a voz que condena;

 

só não faltam

faltas.

3. (e eis que ele se exalta, o irritadiço)

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