lembrança de baile – dói?
torna-se o por quê?

dói a lua
que não chegou na sétima casa

vasos plantados em mim
(milhares)
percorrem bueiros –
esta inquietude fora de lugar

e dois versos em busca do poema nesta manhã:
refugiados ante  olhos  da  humanidade
afrontam o uso da palavra humanidade

&

poetas de casulos
cantam passarinhos na janela
manhãs límpidas e fecundas
ou seja:
farsas dos próprios sentidos

(seres humanos na praia
arrastam o decadente lirismo
dos seres humanos da praia)

divido esta babel íntima
com um gole de conhaque

31.10.15
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