Faço uma ponta no mundo
(fugaz e exclusa) como poeta.
A palavra tornada minha
no nosso colóquio, foge
carregando minhas dores
em suas costas – redistribui
seu afeto por uma ou outra
esquina e esvoaça relâmpago
depois junto ao sol poente
resguarda como se fosse (e o é)
serva da natureza humana.

6.1.17

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