horas abarcadas, manhã

embaixo do ar, nuvens

de secretas imagens, olhos

invisíveis  e recuos, pálida

vertigem, fugas cínicas

de imagens do passado;

(o verso em meio nasce,

flutua e se escora em asas

mas logo ruma ao seu limbo

por caminhos de elefantes)

há de por termo ao sentido,

fincar braços sem amarras

repicar o velho sino do sono

– quem sabe um fundo de ser

para um infalível mergulho?

6.10.15


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