Já te disse: te dou minha palavra.

Não a do acordo, da afirmação

de minha identidade. Mas

minha liberta da razão,

terna como um abraço, pena

pela fragilidade, apurada em rios

internos a desaguar no vento.

A palavra que não tem outra

face senão a do vício lírico,

que se adultera em escudos

aos frontispícios dos erros

que rodeiam todos no mundo,

principalmente os que insistem

em respirar os becos de viver

e a escuridão dos homens.

7.4.19

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