Vontade de ficar invisível

daqui para diante.

Aparecer ao mundo como uma folha de papel

com alguns rabiscos saltitantes.

Apenas poesia à luz.

Eu, sombra e paletó velho no guarda-roupas.

Tranquilo com sobressaltos esparsos:

um abrir de porta, uma gravata sisuda,

pendurada em escaninhos do passado;

bolsos hoje servindo de alforges.

Um diabo no pé da minha orelha fica me dizendo

que vou precisar de naftalina.

E estraga meu sonho outonal.

Preciso aprimorar minhas metáforas.

8.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *