Uma guarânia pinça

jeitos de lutas de ontem.

Feitos deixados, morgados

em sabor de abandono.

Sono e cartapácio imóvel

como estante do tempo,

como gestante de entes,

como negligentes crivos.

Motivos infremes de apesares

mascarados de vontade,

descerrados de fazeduras.

A luta que não houve

passou, mas rastros

incidiram sobre atritos.

Detritos de covardia no dia

em que a noite escorreu.

Volto a um grito latino

deixado para trás.


Volto sem campo

nem brigas de ferozes,
como pensamento.

Ribalta para a poesia.


11.10.14

A LUTA IMAGINADA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *