Ouço, em menino,
que HOTEL FLÓRIDA tem um mistério:
as letras desembaralhadas
e novamente enfileiradas de outro modo
repentina ADOLF HITLER.
Mas o amigo, cara de assanhaço,
diz com riso de taça Jules Rimet
que sobra um O.
– Que faço com o Ó?, pergunta com o bico.
Não sei responder.
(E era tão fácil estinlingá-lo:
bastava retratar o que senti
diante da alquimia que as palavras têm
e colocar um ponto de exclamação:
Ó!)


(26/01/2010)

ANAGRAMA

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *