“o terror da página em branco”
TENNESSE WILLIAMS
a desertificação do olhar
na paisagem do desespero
(ou da espera?) a nublar
a infinita forma que insiste
catalisar-se como fractais

em repetições de ausências
da palavra outrora solta
aterra a pena da chave
que liberta a vida que alimenta
a fúria do verso em espectro

que tarda a vir
que nega o nascer
que impede o aflar
do tanto que se dizer
com as mãos e os dedos

mas que neste instante
de grilhão apenas goteja

(fica para mais tarde o repartir)
ÁRIDO

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