“Eis porque minha alma ainda é impura”

MARIO DE ANDRADE

Longe de ti.
Perto de ti não respiro. Sofro
pela inépcia na noite e teu pêndulo
que chamas amor – noite vem – noite não.
Pela lógica que é minha e que passas
remota. O não entendimento
é quase gráfico, subalterno
a todos os argumentos. A prisão
ao cigarro em nada é free.
Bebo o prazer de ter dor e fumaça.

21.08.2008

CHORO NOTURNO

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