Nesta manhã há um rosto desfigurado.
Um passo indeciso, sorriso incerto.
O pássaro que não voa nem chilra.
Uma cachoeira não torrente.

Nesta manhã há um temor nos olhos.
Um alguém torto, fixo desamor.
A esquina sem mistério.
Uma lágrima seca,
quiabada sem sal.

Nesta manhã um homem
se infiltrou nestes tempos.
E não tem como sair.
CLAUSTROFOBIA

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