a poesia se desmancha nas barbas negras
do Estado Islâmico
o verso não resiste à degola da ausência lírica
na obsolescência de um estado onírico

tudo se torma pasmo
bárbaro
destruidor

uma estrofe nasce feito punhal
malévolo
insensato
tonel fechado com sete demônios

a ira divina abatando feito foice num Ocidente
de dentes arreganhados
lábios ressecados
gargantas aprisionadas
gritos mudos em pânico

homens que não são homens
galhos secos apenas

frutos descompostos
podres adubos
GALHOS SECOS

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