Estas ruas vazias de vozes

são minhas veias puras,
sem o descarte do inesperado.
Esta calçada que pouco vejo
são os verdadeiros passos,
agora que andar
não mais é a necessidade
de chegares de saliência.
Este encontro de lacunas
traz-me a possibilidade
do raiar menor,
compassivo estar em alguma parte
onde o sonhar perambula
entre casarões desfraldados.
A noite escura de minha cidade
é a claridade de minha alma.

20.09.2005

MADRUGADA EM RIBEIRÃO

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