Não quero ser lírico. Nem poeta louco.
Nem ter a desafiante bandeira do moderno.
Ou contemporâneo de qualquer coisa
que seja definitiva e que jogue no lixo
minhas precárias genialidades
ou minhas amarguras de amor.

Nem daqueles que brincam de morrer
antes que a vida canse de seus versos.
E muito menos, os outros, que nasceram antes.
Prematuros na forma,
a envelhecer em trincheiras.

Talvez, quem sabe, aceite, por mero acaso,
com um olhar de soslaio,
um terceiro lugar no nenhumismo.

Quero minha poesia aviada, prescrita
pelo universo interior. Um canto convalescente.
Prefiro assim, horas certas.
Em gotas.

MEU JEITÃO

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