cruzes em pé
espada flamejante
na beira – na costa
sono delirante
criança amendrontada
fixas ondas – cortes
rápidos – fixas ondas
viagem interior
vaga atormentada
tapas de cima
de lado – do outro
cálice de ouro
cheio de incenso
um coro, besouro
imagem cimentada
cruzes em pé
espada flamejante
no dia aziago
nunca terminante
nunca fica o nada
peça de couro
vira chicote
na plena noitada
cálice de ouro
cheio de vida
vida sem mote
vaga chicoteada
declive no quando
confete e serpentina
mesmo saudade
mesmo sem retina
declive tesouro
descanso do cálice
de tapado de outro
sopro que anima
cruzes em pé
espada e dardo
chega e sai
nunca que cai
no quase soluço
madrugada se esvai

NOITE SEM FIM

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