Toma por susto a volta da escola.

Permanentenos olhos de menino.

O susto maldizente, o que esfola,

fronteira do jantar e o ensino.

Um rito de vida entre sofrimentos.

Do solitário sabor de ser pequena ilha

às aglomeradas palavras,ensinamentos.

Um aprendizado soturno, indutivo à trilha.

Toma por susto todas as pessoas no caminho.

Onde janelas abertas e claras raiam um riso.

Parece até paz (será assim?), um ninho

que barganharia pelo futuro inciso.

Quantos olhos não estariam sob cobertores?

Bem quentes,

anafados em beijinhos e mimos de anjo.

O caminho degrada as dores, troca dores.

A dor da inefável impureza da vida de arranjo.

As dores da escola, mais amenas.

Melhor que as de chegar;

a dor na troca de olhares.

E o anseio de outras dores, as dores dos cinemas,

do café na geada, no tiro do peito,

as dores dos altares. A dor nos olhares

eram o horóscopo do sono.

Das vidas que não a sua,

mas na convivência do abandono,

diferente das vidas das janelas acesas na rua.

Mas, nessa noite, o olhar resolve confortar.

O fitar na trégua, de um também riso,

que que desconfiado, que mareja.

E o caminho de volta foi esquecido;

agora pretendero desejo de dormir

um sono de menino,que adeja.

E o sono será de sonhos com  regalinhos.

Com aqueles anjos todos,

que habitam os telhados vizinhos.

24/6/2004

O COLÉGIO DO ESTADO
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