nos olhos fundos
de cada um
no mundo olho
de cada um
que pudera

no orvalho
que insiste
no triste
ovo que gera
mostra o mundo
da palavra mera

o homem atrás
do pano de fundo
no limoso poço
– cratera

olhar profundo
nos olhos tristes
e corcundos
a dor jacta:
a dor da era;

olhar santo
de tanto fundo
que na pele atraca
a funda espera

o homem desta manhã

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